terça-feira, abril 17, 2007

Cinema Brasileiro é CRASSE

Oh! Rebuceteio:

"Some-se a isso a esculhambação brasileira, que permitia que os filmes pornôs – brasileiros ou estrangeiros – passassem em qualquer cinema das grandes cidades (não apenas em salas especiais, como ocorre na maioria dos países do mundo), e gradativamente o cinema da Boca fez a transição dos filmes de conteúdo erótico, mas cheios de enredo, para o apelo superficial à pornografia pura e simples."

quinta-feira, março 15, 2007

Hamlet

Ser ou não ser? Eis a questão!:

"Eu não sou um liberal, exceto talvez em economia (com as devidas ressalvas). De resto, sou Conservador de Direita e Realista. Gosto dos liberais em economia (essencialmente autores austríacos, como Mises, Hayek, Kirzner…). Porém gosto mais de Joseph de Maistre, Edmund Burke, Irving Kristol e Leo Strauss do que de John Stuart “Little” Mill, Hans-Hermann Hoppe e Murray Rothbard (aliás, das hostes libertárias e randianas eu com certeza passo longe!). Meus livros de cabeceira não são “A Paz Perpétua”, de Kant, ou “O Contrato Social”, do proto-hippie Jean-Jacques Rousseau (ECA!); são o “Leviatã”, de Thomas Hobbes, e “O Príncipe”, de Maquiavel."

domingo, março 11, 2007

O Silêncio dos Inocentes

É desanimador escrever no Brasil:

"Eu confesso que tenho medo. E foi com medo que dormi esta noite. Minha geração não conhece e acho que não conhecerá a censura de cara limpa, com a figura do censor e sua caneta proibitiva. Minha geração, contudo, já vive na época da censura camuflada, cheia de molejo e malemolência. É a censura que saca uma navalha, dá duas cambalhotas de capoeira - e pronto, está feito o estrago. Uma censura que não percebe o ridículo da situação. Ou que até talvez perceba, mas vai ver acha bonita a fantasia de palhaço."

sábado, março 03, 2007

São iguais até no Second Life

O botão predileto dos socialistas:

"Num dos encontros, uma norte-americana, após palestrar sobre as maravilhas do marxismo, convidou os assistentes para um debate. Como os demais demoraram a se manifestar, fui pedindo desculpas pelo meu inglês de Tarzã e iniciei uma tentativa razoavelmente bem sucedida de refutar dois ou três pontos apresentados por ela como se axiomas consagrados fossem. Quando passei a criticar seu papo furado sobre a famigerada exploração - segundo ela totalmente indissociável do capitalismo - quis saber de onde eu estava tirando essas idéias foolish. Disse que de von Böhm-Bawerk. Pra quê… Começou a me pôr mil rótulos absurdos - neoliberal, fascista, fundamentalista de direita, etc. - sem querer ouvir mais nenhum dos meus argumentos. Chegou a dizer que von Böhm-Bawerk e von Mises não passavam de austríacos nazistas. (!) Neste momento, um norueguês tomou minhas dores e, mesmo se dizendo de esquerda, explanou com um inglês muito mais claro que o meu quais eram as críticas da escola austríaca de economia ao marxismo."

sexta-feira, março 02, 2007

Filho? Só quando chegar ao Heathrow

Contra a Ilusão:

"Eu estava conversando sobre isso com um amigo, e ele me disse que gostaria muito de casar e ter filhos, porque gosta muito de crianças, mas que não quer fazer isso no Brasil. E ele tem razão. Uma pessoa normal não pode querer ter filhos no Brasil, onde a perspectiva é de piorar cada vez mais."

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Em defesa do livro eletrônico

O Senador Marciano:

"Claro que os senhores ligados ao antigo livro-papel nem querem ouvir falar disto. Seria matar a galinha dos ovos de ouro. Os jornais, embora já estejam se preparando para futuras edições exclusivamente eletrônicas, mal tocam no assunto. Apesar de milhares de escritores já terem optado pelo e-book, jamais li um crítico que tenha feito uma resenha sobre uma única destas publicações."

domingo, fevereiro 25, 2007

O meu com açúcar, por favor

Eles são café-com-leite:

"Como pode um ministro da Fazenda desse, que faz declarações “desenvolvimentistas” sem a menor conseqüência, que faz discursos político-eleitorais dizendo que o adversário do presidente da República “é o candidato do mercado”, e a conjuntura econômica não sofre um arrepio sequer?

Resposta: o ministro da Fazenda, esse que agora está com síndrome de Estocolmo e resolveu preservar os bandidos que o encarceraram, não tem a menor importância. Nem ele, nem a trupe “desenvolvimentista” importada da Fiesp para a área econômica, que está lá só para fazer discursos em favor do PAC e outras ilusões."

Café, cana. Cana, café

Bolsa de Futuros: A Opep do etanol e a doença brasileira:

"Dentro de dez anos, alguns textos sobre economia tratarão de um fenômeno que será conhecido como a doença brasileira. Será uma revisão do que hoje se conhece como a doença holandesa. Mas essa nova versão será considerada muito mais complexa do que a que ocorreu na segunda metade do século 20 na pequena e rica Holanda. Mas a sua origem será a mesma: a desindustrialização por efeito de uma taxa de câmbio determinada pelo excedente de exportações no setor de commodities e incompatível com as condições de competitividade de partes importantes da indústria manufatureira mais sofisticada.

Esse problema é agravado pela impossibilidade de o Brasil passar a ser uma economia de serviços, o que alguns apontam como uma saída, já que essa transição só poderia ocorrer saudavelmente após a integração de amplas parcelas da população brasileira que ainda estão excluídas da economia de mercado moderna."

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Liberem o tele-pó

Democrata Liberal:

"Não vejo nenhuma razão para que drogas sejam proibidas, o que é distinto de enxergar razões para que elas não sejam consumidas. Mas permitir que drogas sejam vendidas não torna o seu consumo compulsório, nem significa que os indivíduos não possam se engajar em campanhas contra o seu uso.

Até hoje, nunca li um argumento a favor da proibição das drogas que não fosse estatista, intervencionista, anti-liberal e anti-capitalista."

Heidegger, Foucault e o panelão anti-semita

Heidegger était-il nazi?:

"Mas Faye vai mais longe ainda, para o pavor dos heideggerianos de carteirinha. Para ele, a adesão do filósofo ao nazismo não é somente um problema de engajamento político, é um problema presente nos próprios fundamentos de sua obra. O erro, para Faye, é fazer como Levinas e Habermas, que só pegaram os primeiros capítulo da obra principal de Heidegger, Ser e tempo (1927) e a leram aos olhos de Kierkegaard, passando a acreditar que tudo não passava de um projeto a favor da autenticidade individual, enquanto que toda a obra, abordando a questão da morte, conduz ao capítulo central sobre a Historicidade, no qual Heidegger afirma sem rodeios: “a existência autêntica somente se realiza no destino comum, na comunidade (Gemeinschaft), no povo (Volk)”. Não por acaso, lembra Faye, Volksgemeinschaft (comunidade do povo), é um dos principais conceitos nazistas.

Ao ser questionado sobre os bons argumentos apresentados por aqueles que simplesmente não largam o osso do heideggerianismo, Faye diz que é óbvio que existem diversos níveis de leitura, mas quando se lê expressões como “exterminação total” ou “fonte essencialmente germânica” não é preciso - digamos assim - muita hermenêutica para facilita"

domingo, fevereiro 18, 2007

Barba e cabelo, por favor

O passaporte:

"Chego em Londres. Detector de metais. Tirar os tenis. Jogar fora tudo que possa conter liquidos explosivos (como meu protetor solar de 200ml, que estava na mochila). Tensao. Passo pela inspecao de roupas e bagagens. Chega a hora de apresentar o passaporte. Retiro-o da mochila e abro. Dou de cara com a foto de um terrorista muculmano. Eu. Sou um terrorista muculmano na foto do meu passaporte. Mostro pra Taina, que fica apavorada. “Como eh que tu me tira uma foto dessas pra um passaporte?” Sei lah. Foi correria. Nao pude fazer a barba. Nem pensei nisso. Apresento o passaporte para o policial da imigracao. Ele olha do passaporte pra mim umas quinze vezes. Pensa muito. Leva o passaporte para um cantinho especial com um computador meio escondido. Faz alguma pesquisa rapida. Troca opinios com outro policial. Volta. Me deixa passar."

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

A Internet é a culpada

De Gustibus Non Est Disputandum:

"Você acha que Gutenberg deveria ser premiado e enforcado, respectivamente por ter criado a imprensa e por ter criado uma forma de disseminação do ódio ('Mein Kampf' e 'O Manifesto Comunista', por exemplo, foram disseminados pela imprensa)?

Não, você não acha?

Ok, eu também não acho.

Mas este Prêmio Nobel da Literatura, pelo que relata o jornalista, falou uma asneira incrível sobre a internet."

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

O aparato enrolador do petismo

Reinaldo Azevedo: 02/14/2007 :

"Com aquela retórica inflamada de sempre, afirmou o preclaro: “O crime do Rio de Janeiro, que resultou na morte bárbara de um menino de seis anos, exige desta Casa uma resposta. Mas a respostas não é nos associarmos à vingança, e sim estabelecer políticas que efetivamente ajudem a combater a violência'. A resposta de Mercadante, como se vê, foi enrolar o distinto público. E de que vingança ele está falando? A Nova Zelândia e a Grã-Bretanha estão se vingando quando estabelecem a possibilidade de punição a partir dos 10 anos? Fariam o mesmo o Canadá, a Espanha e a Holanda, quando estabelecem 12? Ou a Finlândia, a Dinamarca e a Suécia, com 15? A verdade é que a maioridade penal aos 18, como há no Brasil, é uma exceção, não uma regra."

[...]

"Devemos tomar esse caso como um sintoma. O PT optou pela enrolação, como já fez outras vezes. Os restos, literalmente, mortais do menino João já estão frios. O partido espera agora que o caso esfrie. Para ficar tudo como está.
Com que interesse objetivo? Vocês têm idéia de quantas são as ONGs, simpáticas ao partido, que recebem verbas do exterior para “cuidar” de menores? A quantidade de cafetões na pobreza, no Brasil, é espantosa."

Roube, mas diga de onde

Copie este blog de graça, mas não esqueça de lincar:

"Hoje percebi que um blog copiou dois posts meus. “Sem problema”, eu pensei, “desde que ele tenha me lincado fazendo referência de onde saiu aquela opinião”. Bom, o suejtio não fez e vai sair da minha lista de blogs sugeridos se não corrigir sua postura.

Link é bom e eu gosto.

Copiar e colar o conteúdo de e-mail e enviar por e-mail também está liberado. Só não pode esquecer de pôr o URL junto. Isso faz com que os destinatários da mensagem possam rastrear de onde vem o texto e, dependendo, vir aqui comentá-lo também."

Samba do Adolescente Doido

Democrata Liberal:

"Um discurso defende que os adolescentes são irresponsáveis demais para fazer sexo, mas que devem responder judicialmente por crimes cometidos.

Outro discurso defende que adolescentes são plenamente responsáveis para fazer sexo, mas que não podem responder penalmente como adultos."