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Charles Bukowski era um escritor de quinta. Sua prosa rivaliza com os bares fétidos que freqüentava. Sua escrita, tanto quanto seu corpo de bêbado, fede. O odor se espalha pelas páginas de seus livros e, décadas depois, a fetidez contaminou jovens escritores brasileiros de forma curiosa.
Essa turma adepta do realismo escreve sobre o submundo sem conhecê-lo, de banho tomado e bebendo chope em bares da zona sul do Rio, como expôs precisamente Rafael Lima no ensaio "Os quixotes de Bukowski" para o site carioca Paralelos. Sem conseguirem se desvencilhar da influência maléfica, esses moços e moças escrevem muito mal.
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