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Tento outra posição, viro o travesseiro, estico as pernas na parede. Nada. O ar parado e úmido da noite não me deixa dormir. O silêncio funesto da zona sul perturba mais do que a obra que explode todas as manhãs na minha janela da Cidade Baixa. Mas é somente a fome que me arranca sem cerimônias do quarto fechado. Não posso sentir fome. Tudo menos fome. Abro a geladeira e saco um leite semi-desnatado. Bebo um copo cheio em um milésimo de segundo e meus olhos fazem plim!. Devem ter misturado algum tipo de anfetamina na ração da vaca. Pronto, eu penso, iniciei os trabalhos da insônia bebendo O LEITE DA VACA-LOUCA.
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