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Enquanto o Império Romano desmoronava, na Irlanda monges copiavam a história da humanidade. Copiaram todos os livros de que dispunham - não só os Evangelhos mas também literatura secular, como clássicos gregos e latinos - não se importavam em arder no inferno. A escrita e a leitura eram uma novidade e um prazer para eles. Esse prazer e, às vezes o cansaço ou a decepção com o trabalho de escriba ficaram descritos nas margens, na maioria quase sempre generosas, dos antigos códices. Um jovem escriba, não se sabe se monge ou só estudante, divaga:
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