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No futuro, as orelhas serão destacáveis. Assim como a dentadura solta-se da boca de um banguela irreparável, nós retiraremos as orelhas quando der vontade. Ou for conveniente.
O sono será ótimo. Gira-se a orelha, ela solta, bota numa tigela de molho e vai pra cama dormir. Primeira vantagem de não ter orelhas na cama é não escutar nada. O vizinho poderá ouvir Wagner, ou Fagner, aos gritos que o dorminhoco nem tchum. Resolve-se também o problema dos pernilongos, esse flagelo noturno. Descartes já postulava: "não escuto, logo não sou picado".
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